Resumo
Este artigo analisa as articulações entre educação popular e direitos humanos a partir de perspectivas situadas nos Sul(es) Globais, propondo compreender esses direitos como processos históricos construídos nas lutas dos povos. A partir da tradição pedagógica latino-americana inspirada em Paulo Freire, sustenta-se que a educação em direitos humanos não pode ser reduzida à transmissão de conteúdos jurídicos, mas deve contribuir para uma leitura crítica da realidade e para o fortalecimento da organização coletiva. O trabalho recupera contribuições do pensamento anticolonial africano e das pedagogias críticas latino-americanas para refletir sobre a noção de direitos dos povos e sua relação com os processos de descolonização, a defesa dos territórios e a memória histórica. Analisa-se também os movimentos sociais como sujeitos pedagógicos capazes de produzir conhecimentos, experiências educativas e horizontes de transformação social. A partir de uma perspectiva territorial e interseccional, o artigo aborda o papel dos feminismos comunitários, do diálogo de saberes e da pedagogia do território na construção de práticas educativas emancipadoras. Metodologicamente, o estudo baseia-se na sistematização de experiências desenvolvidas em processos de educação popular em direitos humanos com diferentes coletivos sociais. Por fim, argumenta-se que a educação popular constitui uma ferramenta fundamental para fortalecer memórias coletivas, construir conhecimentos situados e acompanhar as lutas por dignidade, autonomia e justiça social na América Latina.
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